O que fazer em Dublin, famosa por seus pubs e prédios históricos – Voupranos

O que fazer em Dublin, famosa por seus pubs e prédios históricos

Adobe Stock: Dublin Castle – Yuplex

Terra de celtas, ovelhas, pubs e de grandes ícones da música e da literatura, a ilha da Irlanda preenche qualquer roteiro turístico com uma infinidade de histórias regadas a canecas da cerveja preta Guinness ou do tradicional irish coffee, espécie de café que leva creme e uísque na mistura. É por isso que em Dublin, a capital, não falta o que fazer.

Com tantas histórias para contar, não é de se estranhar que o país apresente uma vida artística engajada e, ao mesmo tempo, tão rica em criatividade, representada não só por grandes nomes da música internacional – a exemplo de U2, Cranberries, Corrs e das cantoras Enya e Sinéad O’Connor –, como também por Prêmios Nobel como os de Samuel Beckett e George Berbard Shaw, no teatro, e William Butler Yeats e Seamus Heaney, na poesia, além de escritores como Jonathan Swift (autor de Viagens de Gulliver), Oscar Wilde (O Retrato de Dorian Gray), Bram Stoker (criador de Drácula) e James Joyce, eternizado pela obra Ulisses.

Adobe Stock: Ha’penny Bridge, Dublin – Mynewturtle

Adobe Stock: Temple Bar Street, Dublin – Bartkowski

Beleza e simpatia

Entre roqueiros e grandes escritores, Dublin revela-se um prato cheio aos apreciadores de cultura, bons papos e belas vistas. Embora conserve ares de cidade antiga, o município, fundado por vikings há 1.200 anos, apresenta população jovem. Cerca de 40% dos dublinenses têm menos de 25 anos, e fazem questão de encher seus quase mil pubs de gente e alegria madrugada adentro, especialmente na região de Temple Bar, o point das baladas e apresentações de rua.

Enquanto os bares de Londres anotam seus últimos pedidos por volta das 23h, os de Dublin permanecem acordados até bem mais tarde. Mas vale acordar cedo para conferir as atrações diurnas da capital. Grande parte delas pode ser visitada em uma caminhada pelo centro, enquanto se observa as divertidas performances dos artistas de rua e os prédios de arquitetura georgiana do século 18.

Adobe Stock: Temple Bar, Dublin – Jon_chica

Adobe Stock: Guinness Beer, Dublin – Bizoo_n

Origem do nome

O nome Dublin, que no idioma gaélico significa poça negra ou lago escuro, deve-se ao Rio Liffey, que divide a cidade em duas antes de desembocar no mar celta. Na margem norte fica a Cidade Nova, cujo ponto principal é a agitada Rua O’Connel, onde fica o Dublin Spire, um monumento em forma de agulha com 120 metros de altura, erguido durante o projeto de revitalização da região no final dos anos 1990. Lá pertinho fica a prefeitura da cidade, ambientada em um belo edifício de arquitetura georgiana. Já à margem sul, onde está a velha Dublin, os atrativos são inúmeros, com destaque para o Trinity College, o Castelo de Dublin, a Galeria Nacional e a Catedral de São Patrício, pastor de ovelhas responsável pela cristianização da Irlanda.

Adobe Stock: Cathedral, Dublin – Joseph

Jonathan Swift, Bram Stoker, Oscar Wilde e Samuel Beckett, por exemplo, estudaram no Trinity College Dublin, a universidade mais antiga da Irlanda. Mas nenhuma de suas obras atrai tanta atenção na biblioteca quanto o Livro de Kells, bíblia celta ilustrada por monges no século 8º. O manuscrito é considerado o mais incrível objeto de arte a sobreviver desde os primeiros tempos da cristandade celta.

Suas 680 páginas são ricamente ornadas com motivos decorativos e animais míticos que refletem a influência da tradição do trabalho com metais que marcou o período. Não à toa, um cronista disse no século 13 que não se trata do trabalho de homens, mas de anjos.

Adobe Stock: Trinity College, Dublin – Robert Wilson

Museus

Na Rua Kildare, o Museu Nacional, construído por volta de 1880, exibe joias de ouro encontradas em pântanos – à época, os ricos escondiam seus tesouros nestes locais.

Já o Museu da Fome, no Parque de Stroketown, mostra o acontecimento da Grande Fome, ou Fome da Batata, na segunda metade do século 19, que reduziu a população da Irlanda pela metade.

Não longe dali está o calçadão da Grafton Street, um ótimo lugar para fazer compras.

Adobe Stock: National Museum, Dublin – Kit Leong

Adobe Stock: The Famine Memorial – Tomasz Wozniak

Castelo Malahide

Aos apreciadores de castelos, a dica é não observar apenas o de Dublin, que só conserva uma torre e algumas ruínas subterrâneas da construção original , e sim comprar uma excursão que leve até o Castelo Malahide, a 13 km do centro da capital. Erguido no século 12, o prédio serviu de residência até 1973 à família Talbot. Vez ou outra, eles ainda promovem banquetes medievais na propriedade.

Adobe Stock: Malahide Castle, Dublin – Robert Wilson

Guinness

Mas qualquer visita a Dublin seria incompleta sem um passeio pelo prédio da premiada cerveja Guinness, com direito a rodada de chope no Gravity, o bar panorâmico do 7º andar. Há quem garanta que foi das águas negras do Rio Liffey, abençoado no ano de 450 por São Patrício, que Arthur Guinness extraiu o líquido mágico que produz a cerveja.

De fato, foi às margens dele que no século 18 o futuro empresário descobriu uma trepadeira de lúpulo cujo pó misturou à cevada tostada. Era o início da bebida mais apreciada nos pubs de todo o mundo.

Adobe Stock: Guinness Museum, Dublin – Anton Ivanov Photo

Adobe Stock: Gravity Rooftop, Dublin – Yuplex

Rio Liffey

Entre um point e outro, o Rio Liffey pode ser atravessado em diversos pontos da cidade, com destaque para a Ponte Halfpenny, um pedacinho de história. Antigamente era necessário pagar um imposto para atravessá-la. Hoje, muitos mantêm a tradição de atirar uma moeda ao rio e fazer um desejo enquanto caminham pela estrutura. Provavelmente, mentalizando o pedido de um dia retornar à ilha.

Adobe Stock: River Liffey, Dublin – SakhanPhotography

Adobe Stock: The Ha’penny Bridge, Dublin – David Soanes

Publicado em: 11/05/2023
Atualizada em: 11/05/2023
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