O que saber antes de viajar para as belas Ilhas Maurício, no Oceano Índico – Voupranos

O que saber antes de viajar para as belas Ilhas Maurício, no Oceano Índico

Adobe Stock: Ilhas Maurício – Sapsiwai

Na hora de planejar uma viagem para as Ilhas Maurício, vale a pena seguir algumas dicas a fim de aproveitar tudo que a região oferece, especialmente se estiver em lua de mel. Conhecer a história e alguns detalhes do arquipélago ajuda a ter uma melhor experiência.

Para começar, vale saber que as Ilhas Maurício são um reduto do velho Continente na África, destino de férias de franceses, alemães e italianos. Portanto, esqueça o bermudão, a camisa estampada, o chinelo de dedo e outras roupas usadas na maioria das ilhas. O traje para jantar nos hotéis locais beira o social: homens de calça comprida (vale jeans) e mulheres, em sua maioria, de saia.

Adobe Stock: Pointe aux Canonniers, Ilhas Maurício – Serenity-H

Adobe Stock: Cerfs Leisure, Ilhas Maurício – Phuong

Apesar da presença constante de europeus, o arquipélago, de 1.865 km², insiste em preservar suas origens. Prova disso é que, embora o país tenha o inglês como idioma oficial, seus habitantes costumam falar creole ou, no máximo, francês.

Grand Baie, ao norte, é um dos principais destinos. É lá que ficam os hotéis com todas as opções de estrelas, restaurantes internacionais, lojinhas de grife e algumas caminhonetes coloridas que vendem sorvete. Outro ponto imperdível para os compradores inveterados é a capital Port Louis.

Já os aficionados por praia, sol e sossego devem contratar o passeio de um dia até Ile aux Cerfs, com direito a tour de catamarã, cachoeira, mergulho com snorkel, drinques e um churrasco caprichado.

Adobe Stock: Ile aux Cerfs Leisure Island, Ilhas Maurício – Phuong

Adobe Stock: Ilhas Maurício – Luis

Todos por um

Colonizado por portugueses, holandeses, franceses e ingleses ao longo dos séculos, o arquipélago soube abraçar as diferenças étnicas e religiosas para criar uma cultura singular e pacífica. Não demorou a que chegassem mulçumanos e, principalmente, hindus, que hoje representam 70% da população.

Os anos se passaram e, naquele pedacinho de mundo, todo mundo resolveu conviver numa boa, respeitando o espaço do outro. Assim, templos, igrejas e mesquitas repousam lado a lado e, nas ruas, ninguém se preocupa com a cor, roupa ou estilo de quem está do lado.

Não há sequer uma imposição de língua, já que o idioma oficial é o inglês, mas todo mundo fala francês ou sua variação, o creole. Para completar a harmonia, a segurança desponta como outro ponto positivo da ilha, que também chama a atenção por abrigar vias bem pavimentadas e limpas, todas elas funcionando com mão invertida de trânsito, como na Inglaterra.

Adobe Stock: Templo Hindu, Ilhas Maurício – Александр Лобач

Adobe Stock: Templo Hindu, Port Louis, Ilhas Maurício – Federico Rostagno

Ao rodar pelas estradas é fácil avistar campos de chá e, principalmente, da cana de açúcar, de onde saem alguns dos rótulos de rum mais apreciados do mundo.

Esse clima leve convenceu muitos milionários, sobretudo da França, a escolher a região para se aposentar com tranquilidade, o que deu origem a pitorescos vilarejos praianos tomados por condomínios de luxo, a exemplo de Tamarin, no sudoeste da ilha. Nos arredores, quem olha para o mar sempre encontra um iate desfrutando (e enfeitando) a paisagem.

Celebridades também são vistas aos montes nos melhores hotéis de Maurício, como o hollywoodiano Matthew McConaugheye e a angel brasileira Isabel Goulard. Mas os olhos ali não estão voltados para eles, e sim para a natureza exuberante do arquipélago.

Adobe Stock: Tourelle du Tamarin, Ilhas Maurício – David Brown

Adobe Stock: Tourelle du Tamarin, Ilhas Maurício – David Brown

Ao sabor do rum

O rum produzido em Maurício é um dos mais apreciados do mundo. É possível visitar a destilaria La Rhumerie de Chamarel, que produz bebida de alta estirpe, envelhecida em barris de carvalho, e também com sabor de baunilha, muito apreciadas – Madagáscar, a maior produtora da especiaria no mundo, fica a 800 km dali.

Outra destilaria famosa é a Domaine de Labourdonnais, que tem como base o château de mesmo nome, casarão erguido entre 1856 e 1859 por um empreendedor influente da ilha e que hoje foi transformado em museu.

Com ares coloniais, a edificação é linda e conta com mobiliário vitoriano e lustres de época, tudo isso em meio a jardins apinhados de mangueiras. O local abriga ainda um restaurante e um bar onde é possível degustar runs premium ou com diversas essências.

Adobe Stock: Chamarel, Ilhas Maurício – Ralucacohn

Adobe Stock: Fábrica Chamarel, Ilhas Maurício – Natlia

Deuses e pimentas

Quem vai às Ilhas Maurício tem contato estreito com a cultura hindu, que predomina na região. Isso significa observar mulheres com roupas coloridas e enfeitadas com bindis (pequeno adereço colado à testa), se deparar com pequenos altares em frente às casas, sentir o perfume de incensos em mercados e saborear pratos repletos de especiarias, como curry e diversos tipos de pimenta.

Aos fins de semana, muitos casamentos são realizados nos vilarejos, e os celebrantes adoram receber quem vem de fora, muitas vezes oferecendo doces típicos e danças. Mas a maior imersão se dá às margens do Lago Grand Bassin, formado sobre a cratera de um vulcão extinto e considerado sagrado pelos hindus.

Ali, há duas estátuas de deuses com 30 metros de altura e vários templos hinduístas. Todos os dias, diversas famílias vão até lá fazer orações e colocar oferendas na beira da água. Em fevereiro, o local serve de palco para o Maha Shivatree, maior festival cultural do arquipélago.

Adobe Stock: Casamento Tradicional, Ilhas Maurício – Александр Лобач

Adobe Stock: Grand Bassin Temple (Ganga Talao), Ilhas Maurício – Soloviova Liudmyla

Dodô, o símbolo de Maurício

Entre as peças de artesanato feitas no arquipélago, você sempre verá um pássaro gorducho de bico comprido, que estampa toda sorte de suvenires. É o dodô, espécie endêmica de Maurício e que virou símbolo do país: está presente até no brasão nacional. Curiosamente, a ave está extinta desde o século 17 e virou uma espécie de mártir da ecologia.

Incapaz de voar, o bicho foi presa fácil dos famintos colonizadores holandeses, que lá chegaram em 1510. E os ratos, que vieram de carona nos navios dos europeus, trataram de terminar o serviço, devorando os ovos nos ninhos. O dodô, então, desapareceu. Ficou só a imagem dele, estampada em camisetas, rótulos de rum, caixas de chocolate, chaveiros…

Adobe Stock: Dodô, Símbolo das Ilhas Maurício – Christophe

Adobe Stock: Le Morne Brabant, Ilhas Maurício – Karlosxii

Publicado em: 06/07/2023
Atualizada em: 06/07/2023
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