Como programar uma viagem para Natal e Pipa – Voupranos

Como programar uma viagem para Natal e Pipa

Adobe Stock: Pipa, RN – Carina Furlanetto

Natal não tem uma praia só. Tem todo o litoral do Rio Grande do Norte à disposição. Essa é uma das boas vantagens de traçar um roteiro a partir da capital potiguar: você não fica restrito às atrações de apenas uma cidade, mas pode usá-la como porta de entrada para explorar o que está em volta. As distâncias não são grandes e, rapidinho, você pode pular de uma faixa de areia para outra seguindo pelo asfalto da BR-101, que acompanha boa parte da costa do estado.

Dá perfeitamente para fazer passeios de um dia para uma dezena de praias quanto ir mais longe. Pipa, ao sul, é o destino mais desejado. Mas também vale a pena ir ao sentido norte, rumo a Maracajaú e São Miguel do Gostoso.

Vale dizer, porém, que embora seja ponto de referência para explorar o litoral potiguar, Natal também tem seus atrativos. O melhor deles é a praia da Ponta Negra, que concentra a essência turística da cidade. Lá tem banho de mar, calçadão e bons restaurantes. A região também concentra boa parte dos hotéis e o símbolo máximo da cidade, o Morro do Careca, uma grande duna de frente para o mar.

Outra praia bastante procurada é Genipabu, célebre por suas dunas e pelo famigerado passeio de dromedário, no qual os turistas passeiam vestidos de beduínos como se estivessem em pleno deserto do Saara. Tecnicamente, a praia fica em Redinha, mas o acesso é tão fácil pela ponte Newton Navarro, sobre a foz do Rio Potengi, que ninguém percebe que está em outro município.

Dá para ir de carro tranquilamente em menos de meia hora, mas a forma mais divertida é encarar o tour de bugue, os simpáticos carrinhos que são a cara de Natal e são os únicos capazes de rodar pelo alto das dunas. Inclusive, com ou sem emoção (o bugueiro sempre pergunta), numa referência à velocidade que você quer que tudo aconteça.

E não é só isso. Dá para esticar (seja de bugue ou com carro alugado) até às dunas e lagoas belíssimas das vizinhas Pitangui e Jacumã, esta última famosa por criar o aerobunda, uma versão aérea do tradicional esquibunda, no qual a pessoa desce do alto de uma duna pendurada em uma corda, sem tocar a areia, até se chafurdar nas águas de um lago lá embaixo.

Pitangui, por sua vez, oferece uma imensa lagoa perene que mais parece um oásis em meio à vastidão de dunas. Não é à toa que toda essa região é conhecida como Polo Costa das Dunas. Há diversos quiosques que colocam mesas dentro da água da lagoa, que é para o turista ficar ali tomando umas e se refrescando ao mesmo tempo.

Adobe Stock: Natal, RN – Renato

Adobe Stock: Natal, RN – Renato

Praia da Pipa

Pipa é a praia mais desejada do Rio Grande do Norte. Tanto que muita gente toca direto para lá e nem fica em Natal. É compreensível, pois a região, sozinha, já vale uma viagem inteira. Primeiro porque não é uma só praia, mas meia dúzia delas, todas em forma de meia-lua e delimitadas por lindas falésias avermelhadas. É um visual bem diferente do restante da costa potiguar, onde prevalecem dunas sem fim.

Além disso, a vila, que já ganhou proporções de cidade, é cheia de pousadas e restaurantes sofisticados. Muitos deles são comandados por estrangeiros que chegaram nas últimas duas décadas e fizeram de Pipa um dos lugares mais globalizados do Brasil. Sua rua principal, a Avenida dos Golfinhos, vira um animado calçadão à noite, que faz lembrar a Rua das Pedras, em Búzios.

Olhar vitrines e curtir o som dos barzinhos com música ao vivo faz parte do programa. E a noite anima-se ainda mais com as baladas cujas festas varam as madrugadas, especialmente nos fins de semana, quando Pipa recebe muitos visitantes vindos de Natal e João Pessoa, que ficam a pouco mais de uma hora de carro.

Adobe Stock: Praia do Amor, Pipa, RN -Aldemir_photos

Adobe Stock: Pipa, RN – StockImageBrasil

O legal de Pipa é que você pode curtir a praia não apenas na areia, mas também do alto de seus mirantes nas falésias. Os melhores pontos para fotografar a paisagem ficam no chamado Chapadão (entre a Praia do Amor e das Minas) e nos mirantes do Recanto Ecológico, uma mata nativa no alto da falésia da Baía dos Golfinhos, onde só é possível chegar caminhando por trilhas curtas.

Há passeio de bugue rumo ao litoral sul, que leva até a Praia do Sagi, já na fronteira com a Paraíba, passando pelas praias de Barra de Cunhaú e Baía Formosa – esta última lindíssima, com altas falésias também. No mar, rolam tours de saveiro, nos quais não é difícil avistar golfinhos.

O único problema de Pipa é que não dá vontade de ir embora. As praias são tão bonitas e o astral da vila é tão legal que a vontade é ficar lá para sempre. Mas, uma vez lá, vale a pena explorar mais um pouquinho do litoral do Rio Grande do Norte.

Adobe Stock: Tibau do Sul, Pipa, RN – Cacio Murilo

Adobe Stock: Tibau do Sul, Pipa, RN – Cacio Murilo

Maracajaú

Na praia de Maracajaú só se fala nos “parrachos”, manchinhas marrons que salpicam o mar da região, situada a 60 km de Natal. Trata-se de uma grande formação de arrecifes de corais que surgem a 8 km da costa e formam uma gigantesca piscina natural em pleno alto-mar.

Nos dias de lua cheia ou lua nova, quando a maré seca bastante, os corais de Maracajaú emergem, e o que se vê é um cenário impressionante. O mar é verde e muito transparente, com profundidade em torno de dois metros. Da praia, partem lanchas que levam os turistas a plataformas flutuantes.

Dali se pode passar horas curtindo um banho de mar ou um mergulho com máscara em meio a muitos peixes coloridos. É possível até mergulhar com cilindro, e nem precisa ter credencial de mergulhador.

Adobe Stock: Maracajaú, RN – Sérgio Rocha

Adobe Stock: Maracajaú, RN – Sérgio Rocha

São Miguel do Gostoso

A cada temporada, São Miguel do Gostoso, que fica a 120 km de Natal, ganha novas pousadas e restaurantes incríveis, desses que colocam luminárias coloridas e palhinhas na decoração, emprestando um charme tipicamente praiano ao lugar.

Tudo começou por ali há cerca de uma década, quando os kitesurfistas vieram em busca dos ventos fortes desse trecho do litoral potiguar. A chegada de Kauli Seadi, tricampeão mundial de windsurfe, que lá montou uma escola de surfe, só fez aumentar ainda mais o movimento. E assim, na velocidade dos ventos, São Miguel do Gostoso deixou de ser apenas um lugar de nome curioso para ser uma espécie de Pipa do litoral norte do estado.

A praia, por sua vez, faz jus ao nome que tem. É, de fato, uma delícia, com 2 km de extensão e mar calmo, enfeitado com as velas coloridas do kitesurfe. À noite, o negócio é caminhar pela Rua da Xêpa, para ver as lojinhas e escolher um lugar para jantar.

Adobe Stock: São Miguel do Gostoso, RN – Pedro

Adobe Stock: São Miguel do Gostoso, RN – Pedro

Adobe Stock: Enxu Queimado, São Miguel do Gostoso, RN – Pedro

Publicado em: 18/05/2023
Atualizada em: 18/05/2023
Quero contribuir com essa matéria dos Voupranos

Voupra