Praias, deserto e muito mais: veja o que fazer em Aruba – Voupranos

Praias, deserto e muito mais: veja o que fazer em Aruba

Adobe Stock: Praia Flamingo na ilha de Aruba – PhotoSerg

Para a maioria dos turistas que desembarca em Aruba, a lista de o que fazer começa na praia, que repete a fórmula de sucesso das ilhas caribenhas – calor o ano inteiro, mar de fazer cair o queixo com seus tons de azul dégradé e areia branquinha. Com a vantagem extra de Aruba estar fora da rota dos furacões, fazendo da ilha um dos poucos destinos da região que não precisam ser evitados nos meses de setembro e outubro.

A praia local mais frequentada é a de Palm Beach, onde estão os grandes hotéis e suas estruturas de lazer, com espreguiçadeiras, guarda-sóis e bares servindo piña colada e arriba Aruba (drinques típicos) sem parar.

Enquanto Palm Beach é reduto principalmente de turistas norte-americanos, a praia ao lado, Eagle Beach, onde hotéis e pousadas não ultrapassam os quatro ou cinco andares, é a preferida dos europeus. É lá que está o cartão-postal arubano: as divis-divis, árvores que têm o tronco retorcido e inclinadíssimo por causa da ação dos ventos alísios, que sopram quase que incessantemente sobre a ilha, fazendo dela um ótimo point para prática de atividades náuticas.

Adobe Stock: Aérea da praia de Eagle em Aruba, no Caribe – Nataraj

Ponto de parada para barcos e navios de cruzeiro, Oranjestad, região considerada a capital de Aruba, não conta com faixa de areia pública propícia para um banho de sol. O que não é um problema para quem está hospedado nos resorts locais, muitos deles com praias privativas.

Mas é longe desse eixo hoteleiro sofisticado, na cidadezinha de San Cristóbal – com atmosfera mais autêntica do que a encontrada nas áreas turísticas, incluindo aí até uma refinaria de petróleo –, que está a praia mais especial da ilha. É Baby Beach, que certamente ganhou esse nome por ser ideal para famílias com crianças. Afinal, ali, quase não há ondas, além de a água bater na cintura por muitos metros mar adentro.

Extremamente bela e ainda não tomada por hotéis ou condomínios, a praia é a pedida para um dia só ouvindo o barulhinho do mar, longe da galera. Leve frutas, um lanche e pelo menos água, pois não existem bares e restaurantes junto à praia.

Adobe Stock: Palm Beach, Aruba – Jo Ann Snover

Mergulho em naufrágio

Pegar um bronze é ótimo – bastante cuidado, a propósito, pois como venta muito, as pessoas pensam que está fresco e não vão se queimar, só percebendo quando é tarde demais e o corpo já sofreu queimadura solar. Mas, em sete ou oito dias de viagem, é possível investir em muitas outras atividades, geralmente explorando a maior dádiva local: o mar.

É possível, por exemplo, embarcar em veleiros que seguem para o impressionante naufrágio Antilla, nitidamente visto assim que se põe a cabeça dentro d’água. O Antilla era um cargueiro alemão de 122 metros de comprimento, transportador de armamento e munição que durante a Segunda Guerra Mundial foi afundado, perto da costa, por seu próprio capitão, para que não caísse na mão dos aliados.

Mais de 60 anos depois, a embarcação virou hábitat da lagosta noturna e de esponjas gigantes, propiciando um belo mergulho que também pode ser feito à noite pelos mais experientes.

Adobe Stock: Vista na praia do drone na ilha de Aruba – Lex

Adobe Stock: mergulhando com snorkel no mar do Caribe – Gustavo

Jardim dos Desejos

Depois do colorido do fundo do mar, Aruba convida os visitantes a explorar seu interior. E é explorar mesmo, já que são os turistas que dirigem os jipes 4×4 – conduzidos por um motorista-guia que vai à frente, dando explicações em inglês e espanhol – e têm de encarar os trechos de terra.

O tour pode começar em Palm Beach, passando por uma parte da praia tomada de pipas de kitesurfe e cercada por belas casas de veraneio. Na sequência, marcando o extremo oeste da ilha, aparece o Farol Califórnia, onde ocorre a primeira parada e cujo nome homenageia um navio que afundou na região antes da existência do farol.

Logo depois disso, os turistas caem em uma estrada de terra e começam a fazer subir poeira. É nesse ponto que surgem as paisagens meio desérticas da ilha, com cactos e formações rochosas à beira-mar, o que é explicado pelos baixos índices de umidade e de chuva, sendo esse último de apenas 60 milímetros anuais.

Nesse cenário árido está o Jardim dos Desejos, uma sequência de pedras empilhadas por nativos e turistas que visam a atrair sorte e fertilidade, segundo reza a tradição local, além da Capela de Nossa Senhora de Alta Virgem, das ruínas da mina de ouro Bushiribana, desativada em 1916, e do distrito de Santa Cruz.

Adobe Stock: Empilhamento de pedras na Baby Beach – Nataliya Gryban

Adobe Stock: Playa Santa Cruz em Curaçao – AMVShutter

Oranjestad

Mesmo com o corpo cansado por tantos passeios e por tanto sol na cabeça, nem pense em simplesmente voltar para o hotel e se enfiar na piscina com hidromassagem ou na sauna para relaxar. É que é indispensável rodar pela capital de Aruba, Oranjestad, região marcada pelas coloridas construções à beira-mar com arquitetura holandesa – já que a ilha foi colonizada por esse país europeu – e onde, do comércio voltado aos turistas à ferveção noturna, tudo acontece.

É na Main Street e em seus arredores que estão os pequenos shoppings, joalherias, restaurantes, bares, lojinhas de souvenires e cassinos. À noite, esse pedaço ganha outra faceta e, com luzes e principalmente som, que chega a ser ouvido a mais de um quarteirão de distância, chama a galera para a balada.

Adobe Stock: Oranjestad, Marina de Aruba – Dbvirago

Adobe Stock: Uma vista da orla marítima de Oranjestad – Andreas Völkel1/Wirestock

Publicado em: 15/04/2024
Atualizada em: 15/04/2024
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