Atrações em Aruba vão além de mar azul e resorts – Voupranos

Atrações em Aruba vão além de mar azul e resorts

Adobe Stock: Palm Beach, Aruba – Jo Ann Snover

Aruba, ilha ao norte da Venezuela, tem apenas 30 km de comprimento por 9 km de largura e, por conta desse tamanho super modesto, poderia ser atravessada de norte a sul em uma hora de carro. Mas são tantas as praias maravilhosas, cada uma com um estilo, que ninguém em sã consciência conseguiria seguir assim direto, sem ao menos dar uma olhadinha. Por isso, considere ao menos quatro dias para aproveitar as atrações de Aruba como se deve. E você merece.

No lado sudoeste, voltado para o continente, estão as faixas de areia branquinhas e o mar de cor magnetizante são uma dupla que convida a passar horas sob o sol sem se preocupar em conferir o horário, a não ser para saber se já está no momento de reforçar o protetor solar.

Já a porção nordeste é a que faz Aruba ser singular quando comparada a outras ilhas caribenhas. É difícil acreditar, mas esse micro país guarda uma grande área desértica, com cactos, poeira, nada de moradores e tudo mais a que as áreas áridas dão direito. Nesse pedaço, também não faltam praias selvagens, adoradas por surfistas e windsurfistas atrás de altas ondas e vento forte.

O trecho mais turístico, que concentra os grandes resorts, é a praia de Palm Beach, o puro estereótipo caribenho, na região sudoeste da ilha. Quiosques se enfileiram ao longo de toda a faixa de areia e, enquanto alguns fazem as vezes de “sombra” para os banhistas, outros abrigam bares sempre cheios.

Como agito pouco é bobagem, em Palm Beach a diversão vai além da água e da areia. Atravesse a área dos hotéis à beira-mar para chegar à avenida J. E. Irausquin Boulevard, cheia de restaurantes, bares e baladas, que conferem vibração à região dia e noite.

Para quem quer algo que não envolva som alto e bebedeira, na mesma avenida fica o centrinho Arawak, repleto de restaurantes charmosos com mesinhas ao ar livre e música ao vivo.

Depois da comilança, aproveite para se juntar ao vaivém de turistas e bata perna nesse calçadão que tem o maior estilo praiano, reunindo banquinhas com artesanato, lojas de suvenires e tendas que vendem hidratantes, xampus e condicionadores à base de aloe vera, a planta símbolo de Aruba, que nada mais é do que a nossa conhecidíssima babosa.

Adobe Stock: Palm Beach, Aruba – Fokke Baarssen

Praias de Aruba

Durante o dia, se quiser dar uma fugida do alvoroço que toma essa Copacabana arubana, caminhe cerca de 40 minutos de Palm Beach (ou vá de carro) até Boca Catalina, uma praia discreta, sem estrutura alguma, a não ser as vagas de estacionamento para uns dez carros.

Essa baía escondida entre as pedras é tão celebrada que reúne moradores, turistas e os endinheirados de países vizinhos, que espertamente mantêm mansões envidraçadas com vista para aquele mar fabuloso.

A faixa de areia é pequena, mas não a subestime: por causa da água azul-bebê cristalina, o que há por lá é praticar snorkeling ou ver as centenas de peixinhos multicoloridos mesmo sem afundar o rosto no mar. Independentemente da coleção de praias que você conhece no globo, essa é uma forte candidata a figurar no rol das mais bonitas.

Apesar do deslumbre que é Boca Catalina, famosa mesmo é Eagle Beach, refúgio do pessoal mais alternativo e do público europeu, onde os hotéis não passam dos cinco andares. É esse cantinho que exibe outro grande símbolo de Aruba: as divi-divis, árvores que têm o tronco torto e retorcido por conta da ação do vento e que, junto do marzão espetacular, constantemente estampa os folhetos turísticos que divulgam as belezas da ilha.

Outra praia que faz muitíssimo bem o papel de cartão de visita é Baby Beach, a 35 km de Eagle Beach, no sul da ilha – para chegar lá, vá de carro alugado ou nos tours vendidos nos hotéis e nas agências. O nome não é à toa: a praia é perfeita para famílias com crianças, já que as ondas são raríssimas e a água bate na cintura ainda que mar adentro.

Como Boca Catalina, tal faixa de areia mantém o jeitão rústico: não há um único prédio ao redor, somente algumas espreguiçadeiras para serem alugadas, um pequeno restaurante, um modesto bar e um banheiro numa casinha de madeira escondida em meio à mata.

Só o que destoa na paisagem é uma refinaria de petróleo desativada, pertencente à Venezuela, que está a apenas 25 km de Aruba. Mas dá para abstrair isso  e pensar que tal “interferência”, graças às torres cilíndricas metalizadas que emolduram o mar, dá certa cara futurista a Baby Beach.

Adobe Stock: Boca Catalina Beach, Aruba – Fokke Baarssen

A capital Oranjestad

Nesse vaivém pelas praias, com certeza você irá passar, e querer passear, pela colorida capital Oranjestad. Se a praia não dá nenhuma pista, o lugar rapidamente lembrará você de que Aruba foi colonizada por holandeses, cuja herança está por toda parte. Quadros, painéis e adesivos com o rosto do rei da Holanda sempre enfeitam algum canto das lojas.

Mas é na fachada das casas impecavelmente pintadas de azul, amarelo, vermelho e verde que o estilo holandês se escancara de vez. Elas hospedam lojas de marcas conhecidas, além de butiques que vendem perfumes, joias e eletrônicos a valores convidativos. O preço é tal qual os dos EUA e, ainda que o dólar não esteja nada barato, a vantagem de gastar ali é o imposto baixo: 1,5% sobre as compras, taxa que é de até 8,5% em alguns estados dos EUA, por exemplo.

Adobe Stock: Oranjestad, Aruba Marina – Dbvirago

Aruba off-Road

Enquanto em outras ilhas caribenhas a natureza reserva “apenas” a dobradinha mar lindo de morrer e areia clara, Aruba tem um Plus. E que Plus. Quase 20% do território é ocupado pelo Parque Nacional Arikok, o que dá à ilha a honra de ter a maior área de parque nacional proporcional ao território de um país.

Se isso faz alguma diferença para os turistas é que não faltam passeios para explorar trechos inóspitos da ilha, com solo ressequido e pedregoso, cheio de cactos, mas… com o bônus de ter o mar logo ali no horizonte. Pode anotar: eis uma atividade diferente para quando tomar sol começar a cansar.

A maneira mais divertida, e cheia de aventura, de desbravar o “deserto” é em jipes 4×4, que podem ser conduzidos pelos próprios turistas, equipados com acessórios indispensáveis: óculos escuros, boné e lenço cobrindo o nariz e a boca, apetrechos que protegem da poeira e, de quebra, deixam todo mundo com cara de beduíno em pleno Caribe.

À parte o contraditório cenário, que mescla paisagens áridas ao mar azul-esverdeado, nesse passeio básico os aventureiros, acompanhados por um guia que maneja um jipe à frente, se deparam com uma miscelânea de atrações, como uma capelinha que remonta ao ano de 1750 e as ruínas de Bushiribana, estrutura feita no século 19 por uma mineradora nos tempos da corrida do ouro.

Adobe Stock: North coast. Off-Road Aruba – Alex

Publicado em: 12/04/2023
Atualizada em: 12/04/2023
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