Bungee jump e o senhor dos anéis marcam viagem a Queenstown, na Nova Zelândia – Voupranos

Bungee jump e o senhor dos anéis marcam viagem a Queenstown, na Nova Zelândia

Adobe Stock: Lago Wakatipu, Queenstown – Naughtynut

Não é à toa que Queenstown, na Nova Zelândia, é considerada a capital mundial dos esportes radicais e de aventura, tamanha as atrações que, nesse sentido, existem por lá. A belíssima cidade, que cresceu em volta do cênico – e gelado – Lago Wakatipu, é o destino ideal para quem procura adrenalina.

Os tradicionais esportes de neve, em especial o esqui e o snowboard, podem ser desfrutados pelos  aficionados nos picos nevados da cadeia de montanhas conhecida como Remarkables durante o inverno. Mas as opções vão muito além disso. É possível fazer raftings, trilhas, jetboating, canoagem, escaladas, mountain bike, asa-delta, paraquedismo, parapente e muitas outras atividades na região.

Adobe Stock: Queenstown, Nova Zelândia – Kevin

Adobe Stock: Lago Wakatipu, Queenstown – Winston Tan

Primeiro bungee jump 

A grande estrela local, no entanto, são os bungee jumps. Foi em Queenstown que surgiu o primeiro salto comercial do gênero no mundo, em 1988, em uma ponte 43 metros acima do Rio Kawarau.

Desde então, saltar com os pés presos a um elástico em direção à água gelada que vem do degelo dos Alpes do sul da Nova Zelândia tornou-se uma mania local. O bungee jump mais alto da cidade chama-se Nevis Highwire e tem 134 metros de altura.

Adobe Stock: Bungee jump, Nova Zelândia – Pumpchn

Adobe Stock: Bungee jump, Rio Kawarau, Nova Zelândia – Michael Evans

Teleférico do Bob’s Pea

Mesmo quem não é tão radical assim pode curtir um gostinho de aventura. Subir ao topo do Bob’s Peak em um teleférico é um ótimo passeio, que proporciona uma magnífica vista da cidade e das maravilhosas Remarkables.

As lindas paisagens locais serviram de cenário para as filmagens de diversas cenas da trilogia O Senhor dos Anéis. Lá em cima há um brinquedo de escorregar sentado pela montanha que, apesar de não ser tão
perigoso, dá uma boa injeção de adrenalina.

Adobe Stock: Queenstown, Nova Zelândia – Naruedom

Centro

Mas Queenstown não é só esporte. A pequena cidade criou uma excelente estrutura para receber os turistas, que invadem suas ruas, hotéis, restaurantes e bares durante todo o ano. O centro é uma pequena vila com menos de 2 quilômetros quadrados, mas que esbanja charme e oferece ao mesmo tempo os requintes de um resort de luxo e opções bastante econômicas para os que viagem no estilo mochilão.

Como atrai muitos jovens, a cidade tem vida noturna agitadíssima em seus pubs e clubes noturnos. E que ninguém se assuste se encontrar por lá gente falando português. Cerca de 20% dos habitantes de Queenstown são brasileiros atraídos pela oferta de empregos e pela facilidade de se obter visto de trabalho.

Adobe Stock: Queenstown, Nova Zelândia – Yoshi

Passeio de lancha 

Queenstown é, de fato, a capital mundial da aventura. E as loucuras praticadas por lá não estão apenas no céu, mas também na água. É o caso da Shotover Jet, experiência na qual barcos rasgam o Rio Shotover a 80 km/h tirando fininha de rochas e fazendo vários zerinhos na água.

Adobe Stock: Rio Shotover, Queenstown – I Viewfinder

Adobe Stock: Queenstown, Nova Zelândia – Bebeball

Lago Te Anau

A cidade também é usada como base para explorar o Lago Te Anau, junto da cidadezinha de mesmo nome, e o Parque Nacional de Fiordland, classificado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

Além disso, diversos cruzeiros partem de Queenstown rumo ao Milford Sound, um fiorde formado por um profundo vale glaciar rodeado por paredões de montanhas, alguns com até 1.500 metros de altura, invadido por um braço de mar de 15 km.

Adobe Stock: Lago Te Anau, Nova Zelândia – Rowan

Adobe Stock:Milford Sound, Nova Zelândia – Joseph Oropel

Senhor dos Anéis

A cantora Lorde é um dos maiores ícones da Nova Zelândia. Sir Edmund Hillary, o primeiro homem a escalar o Monte Everest, é reverenciado no país. Mas nenhuma personalidade neozelandesa é mais famosa do que Peter Jackson, cineasta que dirigiu as sagas O Senhor dos Anéis e O Hobbit.

Para representar a deslumbrante Terra Média descrita nas obras literárias homônimas criadas pelo escritor inglês J. R. R. Tolkien, Jackson, que não é bobo nem nada, usou as paisagens de seu país como cenário. Na Ilha Norte, em Rotorua, fica Hobbiton, cidade cenográfica construída para a sequência O Hobbit e que pode ser visitada. Já na Ilha Sul, nos arredores de Queenstown, tours levam a lugares que serviram de locação para as Minas Tirith, as Montanhas Nebulosas, os Pilares dos Reis (Argonath) e diversos outros cenários de O Senhor dos Anéis.

O caminho, feito em jipes 4×4, inclui travessias de rios e a oportunidade de peneirar pedras para encontrar ouro. Queenstown e seus arredores, de fato, são brilhantes.

Adobe Stock: Vila Hobbiton, Nova Zelândia – ImagoDens

Adobe Stock: Matamata, Nova Zelândia – SASITHORN

Quando ir

A Nova Zelândia recebe turistas e aventureiros o ano todo. Mas o melhor período para viajar vai de março à maio, quando o clima está agradável e o visual do outono permanece maravilhoso das praias da Ilha Norte às geleiras da Ilha Sul.

As chuvas rolam no inverno, entre junho e agosto, mas não chegam a atrapalhar. A temperatura pode cair até abaixo de zero nas cidades da Ilha Sul e os dias ficam mais curtos. Em compensação o visual das montanhas cobertas de neve fica ainda mais belo. O melhor programa nessa época é esquiar nos arredores de Queenstown.

De setembro a novembro é ideal para quem vai atrás dos esportes de ação e turismo ecológico, já que a primavera deixa o clima ameno, os dias vão ficando mais longos e a paisagem ainda mais colorida. Evite dezembro e janeiro, época de cidades cheias e preços altos.

Adobe Stock: The Remarkables, Nova Zelândia – Spotmatik

Adobe Stock: Queenstown, Nova Zelândia – Martin Valigursky

Publicado em: 26/07/2023
Atualizada em: 26/07/2023
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