As belezas da Jordânia, um dos países mais lindos do mundo – Voupranos

As belezas da Jordânia, um dos países mais lindos do mundo

Adobe Stock: Templo de Hércules, Amã, Jordânia – Ecstk22

Visitar a Jordânia, em pleno Oriente Médio, é algo tão distinto para a maioria das pessoas que parece não combinar com uma viagem de férias. Mas basta se informar um pouco a respeito desse país surpreendente para descobrir as atrações que fazem dele um dos lugares mais fascinantes do planeta.

A entrada costuma se dar pela capital jordaniana, Amã. É lá que fica o Aeroporto Internacional Queen Alia, onde chegam diariamente aviões vindos de Paris, Londres, Istambul, Dubai, Doha e outros lugares nos quais é possível fazer conexões a partir do Brasil. Chamada de Cidade Branca pelo tom alvo das casas simples que se descortinam pelas colinas da região, Amã, na verdade, está mais para dourada. Ao menos ao fim da tarde, quando os raios do sol tingem as construções da cidade e criam uma espécie de efeito sépia na paisagem.

Um bom lugar para observar essa variação de cores é a Cidadela, que fica no alto de uma montanha e guarda belíssimas ruínas romanas, bizantinas e islâmicas. Vale a pena visitar o museu local, aberto até às 16h30. Melhor do que ver Amã do alto, porém, é caminhar no labirinto de ruas comerciais da capital. Se o alfabeto árabe, o vaivém caótico de pessoas e o lixo que infelizmente se espalha em muitos pontos assusta no início, a cordialidade dos jordanianos, o burburinho das joias e a profusão de cores e aromas emanados das lojinhas logo deixam o visitante à vontade.

Adobe Stock: Mesquita Rei Abdullah, Amã, Jordânia – Hamdan Yoshida

Adobe Stock: Al Khazneh (The Treasury), Petra – Travel Wild

Jerash

A partir de Amã é possível fazer uma série de passeios pela região. Jerash, por exemplo, fica a pouco mais de 50 km ao norte da capital. A cidade é uma das mais bem preservadas do antigo Império Romano. Há muito que ver por lá, como o Arco de Adriano, o Templo de Zeus, a Alameda das Colunas e os teatros Norte e Sul. Parece até que você está na Itália. No Teatro Sul, homens trajados com uma vistosa túnica caqui presa a cintos e coletes vermelhos e com o famoso turbante vermelho e branco na cabeça, tal como os patrulheiros do deserto jordaniano, tocam músicas típicas e posam para fotos. Basta deixar um dinar de gorjeta para ser atendido com extrema simpatia.

Adobe Stock: Nymphaeum, Jerash, Jordânia – Hamdan Yoshida

Adobe Stock: Teatro Romano, Jerash, Jordânia – Richie Chan

Madaba

Ao sul de Amã, há muitos outros lugares que merecem a visita na Jordânia, como Madaba (pronuncia-se Mádaba), localizada a 45 minutos da capital. Conhecida como Cidade dos Mosaicos, a região abriga a Igreja Ortodoxa Grega de São Jorge, em cujo piso há um mapa bizantino do século 6º que representa a visão de Moisés da Terra Santa. São cerca de 25 m² de desenhos formados por milhões de pedacinhos de pedra colorida mantidas em estado original.

Quem quiser também pode subir o Monte Nebo e ter uma visão mais realista da Terra Santa. São 20 minutos de caminhada leve até o cume, do qual é possível observar o Vale do Jordão, o início do Mar Morto e, nos dias em que o céu está mais aberto, algumas cidades israelenses, entre elas Jerusalém. O Monte Nebo é muito visitado por peregrinos, pois ali Moisés teria morrido e sido enterrado após avistar a Terra Prometida na reta final do êxodo.

Adobe Stock: Mosaico Saint George Church, Madaba, Jordânia – Bill Perry

Adobe Stock: Mount Nebo, Jordânia – Marcociannarel

Mar Morto

Madaba é ligada ao Mar Morto por uma estrada cênica, com ovelhas às margens da pista. Uma vez no litoral, que é o ponto mais baixo da Terra, a pouco mais de 400 metros abaixo do nível do mar, não há cidades, mas uma sequência de resorts estrelados nos quais vale, e muito, se hospedar por uma ou duas noites. Só assim é possível curtir todos os tons que as águas cercadas de montes rochosos apresentam do nascer ao pôr do sol: azul, verde, rosa, vermelho, amarelo, laranja. Melhor ainda é dividir o tempo entre as piscinas infinitas e a praia. Ou melhor, o mar, já que a praia em si não tem nada demais, com areias escuras cobertas por pedras e sal grosso.

Já as águas… Entrar no Mar Morto é como ver neve pela primeira vez. Uma experiência inesquecível. A água é cristalina, morna e oleosa. E, de tanto sal (mais de 33% de sua composição), não permite que se afunde. Sem o menor esforço, todo mundo fica lá boiando. Até mesmo quem não sabe nadar. Há quem pegue um livro para ler enquanto está deitado na água. Ou um jornal.

Adobe Stock: Mar Morto, Jordânia – Frag

Adobe Stock: Mar Morto, Jordânia – Olga

Batismo de Cristo

Os resorts do Mar Morto servem de base para conhecer os principais pontos turísticos da região. O mais procurado é a área bíblica da Betânia do Além-Jordão. Localizado no território oposto a Jericó, na divisa entre a Jordânia e Israel, onde corre o Rio Jordão, o sítio histórico do lado jordaniano foi identificado por historiadores como o ponto em que João Batista vivia e teria batizado Jesus Cristo.

Igrejas bizantinas descobertas na região a partir de escavações iniciadas em 1996 são usadas como provas pelos pesquisadores para indicar o ponto exato do batismo. Para chegar lá, é preciso caminhar por cerca de cinco minutos por uma trilha chamada de Alameda dos Tamarindos. Ao final dela, avista-se um poço natural curiosamente seco, já que a água do Rio Jordão, que era mais alto e desaguava naquele espaço antigamente, não tem mais força para chegar até lá.

Pequenas construções de pedra e madeira – as tais igrejas bizantinas – cercam o poço, ligado às áreas superiores por escadas. Não é permitido entrar nele, mas basta caminhar alguns metros para alcançar à margem atual do Jordão.

Adobe Stock: Yardenit, Rio Jordão – GISTEL

Adobe Stock: Local do Batismo de Jesus, Rio Jordão – Tammy

Petra

Petra fica 235 km ao sul de Amã. Eleita uma das sete maravilhas do mundo moderno, a cidade foi totalmente esculpida na face de rochas enormes pelos nabateus, civilização árabe que se instalou ali há mais de 2.000 anos. O lugar era muito rico, pois ficava em um entroncamento comercial pelo qual passavam as rotas da seda e de especiarias, no caminho que ligava a China, a Índia e o sul da Arábia com o Egito, a Síria, a Grécia e Roma. Foi a influência das civilizações do norte que levou os nabateus a esculpirem de forma espetacular tumbas e templos grego-romanos nas enormes rochas de calcário rosado que se descortinam pela região.

Petra é um sítio histórico fechado, tal como Machu Picchu. A cidade que serve de base para a visita, Wadi Musa, é pequena e forrada de hotéis de todos os níveis, lojas e restaurantes. Uma boa dica é acordar cedo e, por volta das 7h, chegar à entrada do sítio. Após passar por algumas tumbas e blocos enormes de pedra, muitos deles com formatos semelhantes a animais, alcança-se a entrada do siq. Aí, a aventura começa de verdade. O siq é um desfiladeiro com paredões de até 100 metros de altura, ora mais largos, ora bem estreitos. O caminho de 1,2 km é fascinante, com rochas avermelhadas se insinuando em curvas como se estivessem dançando.

Adobe Stock: Petra, Jordânia – Anahtiris

Adobe Stock: Petra, Jordânia – Bryan

A expectativa aumenta até que, por uma fresta, avista-se o Al Khazneh, ou Tesouro, o principal monumento de Petra, que parece um templo, mas, na verdade, é um sarcófago. Impecável, a fachada de 39 metros de altura por 25 de largura com colunas greco-romanas esculpidas na rocha mantém-se preservada até hoje. Desde 2006, não é permitido entrar no Tesouro, mas em outra área de Petra existe uma sequência de prédios escavados chamada de Tumbas Reais, cujo interior, de livre acesso, é muito parecido com o do prédio principal da cidade. Manchas coloridas de calcário raspado enfeitam o teto desses ambientes criando efeitos muito bonitos. Depois de passar por um belíssimo teatro antigo, mirantes, templos, tumbas, barracas que vendem lembrancinhas, um punhado de dromedários e burros, chega-se finalmente ao centro de visitantes, onde há dois restaurantes.

Ali pertinho está a escadaria de mais de 800 degraus que leva até a segunda edificação mais importante da cidade: o Monastério, um impressionante templo de 50 metros de largura por 45 de altura, esculpido em um paredão. A trilha é puxada, mas se não aguentar o pique, deixe para voltar no dia seguinte. O visual é arrebatador.

Adobe Stock: Monastério Petra, Jordânia – Dzain

Adobe Stock: Al Khazneh, Petra, Jordânia – Hamdan Yoshida

Mar Vermelho

Pouco mais de 100 km ligam Petra a Aqaba, a janela da Jordânia para o Mar Vermelho. Com um bocado de hotéis de bandeiras internacionais, o balneário com ares ocidentais só faz o visitante lembrar que está no Oriente Médio quando se avista a mesquita Sharif Ali bin al-Hussein e o mercado de rua, o Souk, onde é possível comprar toda sorte de especiarias. Banhada pelo Mar Vermelho, Aqaba conta com praias bonitas e ótimos pontos de mergulho.

Adobe Stock: Tiran Island, Mar Vermelho, Jordânia – Andrei310

Adobe Stock: Mar Vermelho, Jordânia – Sergei_fish13

Wadi Rum

Wadi Rum, a 50 km de Aqaba, é um dos desertos mais lindos do mundo. Fazer um passeio em caminhonetes 4×4 no deserto jordaniano é uma experiência única. O local reúne dunas enormes, pontes naturais e uma série de escarpas rochosas monolíticas que se erguem do chão até alcançarem quase 2.000 metros de altura. Durante o pôr do sol, os paredões ganham tons alaranjados e ficam ainda mais bonitos.

Depois do espetáculo da natureza, uma boa pedida é jantar em acampamentos beduínos. O cardápio inclui carnes cozidas debaixo da terra e narguilé para ser fumado em volta de fogueiras, já que faz muito frio à noite. Às vezes, músicos aparecem e animam os forasteiros com canções árabes.

Adobe Stock: Wadi Rum, Jordânia – SCStock

Adobe Stock: Ponte Wadi Rum, Jordânia – EyesTravelling

Publicado em: 06/07/2023
Atualizada em: 06/07/2023
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