Roteiro de 3 dias em Berlim – Voupranos

Roteiro de 3 dias em Berlim

Adobe Stock: Distrito do governo alemão em Berlim – Frank Peters

Quem vislumbra o moderno domo de vidro do Reichstag, o parlamento alemão, reluzindo às margens do Rio Spree, costuma se render na hora a Berlim. Este é um dos pontos altos, por sinal, de um roteiro completo pela capital alemã.

Para curtir todas as facetas da cidade, percorrer uma porção de marcos históricos, passear pelos bairros da moda e ainda ter forças para se jogar na balada, que por lá não é brincadeira, recomenda-se passar pelo menos três dias na região. Afinal, em que outra metrópole do mundo tantas peculiaridades se reúnem no mesmo lugar?

1º dia – Alexanderplatz e East Side Gallery

No transporte público, tente pegar o primeiro banco do segundo andar e prepare-se para contemplar Berlim de camarote. E, claro, para desembarcar e visitar cartões-postais como a Igreja Gedächtniskirche, que junta o templo original, dos anos de 1890 e célebre por manter uma torre semi­destruída durante a Segunda Guerra, a uma igreja de 1963, cujas marcas são os vitrais azulados e a acústica impecável.

Desse pedaço, o ônibus segue pela rua de compras Kudamm, passa pela Coluna da Vitória (Siegessäule, em alemão), junto ao Tiergarten – área verde que recobre boa parte do centro de Berlim e abriga o famoso zoo local –, e termina na Torre de TV, na Alexanderplatz, que espeta o céu com seus 368 metros de altura.

Ao chegar lá, dá até para fazer uma refeição no restaurante giratório, a 203 metros do chão. Quem tiver reserva no restaurante não pega fila para visitar a torre, um ponto bacana para vislumbrar o skyline berlinense. Contudo, se a ideia for só fazer um lanche, a parada deve ser num imbiss (quiosque de rua), para provar a típica curry wurst: salsicha cortada e que recebe um molho feito com tomate, curry, pimentão, pimenta, sal e açúcar.

A Alexanderplatz fica no antigo lado oriental, que existia quando Berlim era cortada pelo “muro da vergonha”. De 1961 a 1989, uma reforçada estrutura de concreto, cercada por um ferrenho aparato de segurança, tinha a missão de demarcar a área que apoiava a União Soviética (o leste, comunista) e a que respondia aos Estados Unidos (o oeste, capitalista), como parte da Guerra Fria que opunha os dois países.

Restos do gigante de concreto, que, pelas mãos dos berlinenses dos dois lados, começou a vir abaixo em 9 de novembro de 1989, ainda podem ser vistos em diversos pontos.

Um dos mais bacanas é o East Side Gallery, entre os badalados bairros de Kreuzberg e Friedrichshain. Em 1990, depois da reunificação e da abertura política, 118 artistas de 21 países foram chamados para pintar 1,2 km do outrora muro cinzento, e o painel mais famoso mostra um beijo na boca entre Erich Honecker e Leonid Brejenev, que lideraram, respectivamente, a Alemanha Oriental e a União Soviética.

Nessa toada, outro lugar interessante é o Checkpoint Charlie, que recria um posto de controle exatamente num dos locais mais usados pelos moradores para passar de um lado ao outro da cidade, tal qual na época em que existia o muro. Atualmen­te, é algo bem cenográfico: ali, há a réplica da guarita e de placas usadas nos tempos da infame muralha, além de um oficial, de mentirinha, sempre a postos para participar das fotos dos turistas.

 Adobe Stock: East Side Gallery – Sergey Kelin

Adobe Stock: Bahnhof Berlin Alexanderplatz – Philipk76

2º dia – Portão de Brandemburgo e Potsdamer Platz

O dia pode começar com a visita a mais um símbolo berlinense, o Portão de Brandemburgo. Desde que serviu como palco para os festejos pela queda do muro, o imponente pórtico tornou-se cenário para todo protesto e comemoração na cidade – mas, mesmo sem festa, o burburinho ali é constante.

Afora os viajantes, compõem o cenário charretes e “tricicletas”, que levam os visitantes para uma volta pela vizinhança, onde está o impactante Memorial do Holocausto. Na Eberstrasse, uma das principais avenidas de Berlim, um quarteirão é tomado por 2.712 blocos retangulares de concreto, que lembram os judeus mortos na Segunda Guerra.

Quem caminha entre as estruturas encontra a porta que leva ao museu dedicado ao assunto e descobre, logo à frente, uma vista prazerosa: o parque Tiergarten.

A vocação para abraçar o novo, sem esquecer o passado, também se revela em locais como a Potsdamer Platz, praça a quatro quadras do memorial e que havia ficado esquecida nos tempos do muro.

Depois da reunificação, o local ganhou prédios comerciais, museus e construções moderníssimas. É o caso do Sony Center, que abriga a sede europeia da Sony e uma porção de restaurantes, cinemas, o Filmhaus (Museu de Filmes) e o Legoland Discovery Centre, que, da fachada às atrações, é dominado pelas coloridas peças de montar.

Outro marco do renascimento do país é o Reichstag. Datado de 1884, o Parlamento sempre esteve no centro da história alemã: foi atacado na Segunda Guerra, abandonado quando o país se dividiu e voltou aos holofotes quando sediou a primeira sessão parlamentar da Alemanha reunificada, em 1990.

Para celebrar esse retorno ao centro da política nacional, o prédio de linhas clássicas foi restaurado e ganhou uma arrojada cúpula de vidro assinada pelo arquiteto Norman Foster. Nascia então um ícone da almejada transparência política e do novo momento que o país desejava viver.

 Adobe Stock: Portão de Brandemburgo – Andrey Popov

Adobe Stock: Vista aérea do parque Tiergarten em Berlim – Jbyard

Adobe Stock: Parque Tiergarten – Claudia Paulussen

3º dia – Museus e teatro

Na hora de abastecer o lado cultural, é até difícil escolher o que fazer em Berlim, já que a oferta da cidade é absurda. Só na Ilha dos Museus (Museumsinsel), área às margens do Rio Spree, há cinco museus que cobrem mais de cinco mil anos de história.

O Pergamon recria a arquitetura de Roma, Egito e Babilônia e ainda apresenta obras islâmicas; o Altes detém a maior coleção artística do mundo dedicada a Grécia, Roma e Etrúria; o Neues conta com peças do Egito Antigo, incluindo o famoso busto da rainha egípcia Nefertiti; a Antiga Galeria Nacional dedica-se à arte europeia; e o Bode exibe um acervo no qual se destacam esculturas e a arte bizantina.

Outro museu de primeira é o Hamburger Bahnhof, de arte contemporânea, que ocupa uma antiga estação de trem e tem sempre exposições interessantíssimas. E ainda há cerca de 400 galerias de arte esperando os visitantes.

Na cidade onde viveu o dramaturgo Bertolt Brecht (1898-1956), o teatro é destaque também. Vale conferir um concerto – já que entender uma peça, em alemão, é para poucos – ou só visitar o Theater am Schiffbauerdamm, sede da companhia do autor, a Berliner Ernsemble.

A linda construção de estilo neobarroco foi inaugurada em 1892 e ostenta um interior decorado com lustres, veludos e espelhos. No encalço de Brecht, você ainda pode visitar a casa onde ele viveu, em Chausseestrasse, e comer no restaurante ao lado, com receitas austríacas que eram preparadas por sua mulher.

Adobe Stock: Museu de Arte Contemporânea Hamburger Bahnhof – Benbro

Adobe Stock: Berlin, Germany –  Berliner Ensemble – Laranik

Adobe Stock: Museumsinsel (Ilha dos Museus) – Sina Ettmer

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Publicado em: 16/01/2023
Atualizada em: 16/01/2023
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