Repleta de cultura e natureza, Washington é ótimo passeio nos EUA – Voupranos

Repleta de cultura e natureza, Washington é ótimo passeio nos EUA

Adobe Stock: Capitólio, Washington D.C. – Orhan Çam

O fato de não haver uma data específica só aumenta a expectativa. Todos os anos, desde meados de março até a primeira quinzena de abril, os olhos de quem aprecia atrações naturais nos Estados Unidos se voltam para a Washington D.C.

Muitos ficam atentos aos sites de notícias climáticas, enquanto outros preferem espiar o céu e fazer as próprias análises. Mas não tem jeito, as cerejeiras só florescem na hora que elas querem, anunciando a chegada da primavera num processo que, por cerca de duas semanas, tinge a capital americana de branco e cor-de-rosa.

Essa é a época mais cara e lotada para visitar a cidade, mas, para muitos, isso pouco importa. Vale a pena desfalcar o bolso e estar em meio a multidões para observar alguns dos principais monumentos de D.C. (a abreviação se refere a District of Columbia, nome que a diferencia do Estado de Washington) enfeitados pelas flores, como o Jefferson Memorial, o Franklin Delano Roosevelt Memorial e o memorial de Martin Luther King, às margens da enseada Tidal Basin.

Adobe Stock: Washington, D.C. – SeanPavonePhoto

National Cherry Blossom Festival

Quem vai à capital americana no início da primavera sempre tem a oportunidade de participar do National Cherry Blossom Festival, com eventos ligados à cultura japonesa, bem como paradas, shows e fogos de artifício.

Tudo para celebrar o auge das mais de 3 mil cerejeiras presenteadas pelo governo do Japão aos Estados Unidos. Não à toa, depois do país oriental, Washington D.C. é o lugar mais espetacular para observar o fenômeno no mundo. E olha que há muito mais que fazer por lá.

Adobe Stock: Cherry Blossom Festival, Washington, D.C. – F11photo

Adobe Stock: Obelisco, Washington, D.C. – Kevin

Casa Branca

A residência e gabinete oficial dos presidentes dos Estados Unidos tem seis andares (dois deles subterrâneos), 132 cômodos e 32 banheiros. É curioso pensar que dali vira e mexe saem decisões que mudam o curso da humanidade, mas também escândalos amorosos envolvendo, por exemplo, uma estagiária que visitava o presidente Bill Clinton no famoso Salão Oval.

É impossível não sentir um certo déjà vu ao visitar a Casa Branca, ainda que você nunca tenha pisado lá. Afinal, ela constantemente invade sua casa por meio dos repórteres de TV transmitindo notícias e dos filmes de Hollywood mostrando seus cenários cheios de classe.

Adobe Stock: Casa Branca, Washington D.C. – Orhan Çam

The National Mall

Os monumentos mais emblemáticos e os melhores museus estão concentrados todos na mesma área, no chamado National Mall, um parque gramado belíssimo, de três quilômetros de extensão, que vai do Capitólio ao Lincoln Memorial. No caminho estão o Washington Monument (o maior obelisco do mundo), a Casa Branca e os memoriais a Thomas Jefferson e Martin Luther King, entre outros pontos interessantes da região.

Nenhum deles, entretanto, é tão aguardado quanto o Lincoln Memorial. Não só por conta da enorme estátua do ex-presidente americano que fica dentro de  uma bela arquitetura em estilo grego, mas também pela importância histórica: foi lá que, em 1963, Martin Luther King Jr. fez o famoso pronunciamento “I have a dream…”, defendendo a igualdade entre brancos e negros.

Adobe Stock: Capitólio, Washington D.C. – Orhan Çam

Adobe Stock: Lincoln Memorial, Washington D.C. – Kmiragaya

Adobe Stock: The National Mall, Washington D.C. – Daniel

Smithsonian Institute

Além da sequência de construções com características de cartão-postal, a região do The National Mall abriga o Smithsonian Institute, complexo que reúne alguns dos melhores museus do planeta. São 19 no total, que somam quase 200 milhões de peças. Como só 1% do acervo é exposto, o restante é guardado em gigantescos salões subterrâneos, o que explica o apelido do lugar, “porão dos Estados Unidos”.

E até isso é motivo de fama. E de imagens eternizadas pelo cinema: na cena final de Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida, a tal urna sagrada é conduzida em uma caixa para ser guardada num imenso galpão, que vem a ser… o porão do Smithsonian.

Seria preciso muitas semanas para ter um vislumbre razoável dos museus. Por isso, vá direto ao ponto. Um dos mais visitados é o National Museum of Natural History, que guarda múmias e esqueletos completos de dinossauros.

Adobe Stock: Museum of Natural History, Washington, D.C. – Eurobanks

Adobe Stock: Museum of Natural History – Itza

Quem curte aviação não pode perder o The National Air and Space Museum, cujo lobby é repleto de aviões antigos pendurados no teto. Lá está a cápsula espacial usada pelos astronautas Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins para chegar à Lua pela primeira vez,em 1969, e raridades usadas nas batalhas aéreas da Primeira Guerra Mundial.

Em posição de destaque fica o Flyer I, avião construído pelos irmãos Wright em 1903, que teria feito o primeiro voo motorizado do mundo. Segundo relato dos Wright, a máquina ficou um minuto no ar, a três metros do solo, tendo como testemunhas apenas alguns amigos.

Adobe Stock: National Air and Space Museum – Itza

Adobe Stock: National Air and Space Museum – Karina Eremina

Uma das opções mais curiosas é o International Spy Museum, que expõe centenas de artefatos usados por agentes em diversos países, como aparelhos de gravação, câmeras escondidas e um sem-fim de apetrechos para vigiar os inimigos, além de armas, é claro.

Entre elas, um batom que dispara um único tiro e era usado por espiãs russas durante a Guerra Fria. O espaço exibe ainda partes dos aviões que atingiram o World Trade Center, em Nova York.

Adobe Stock: Spy Museum, Washington, D.C. – Eurobanks

Adobe Stock: Spy Museum, Washington D.C. – Grandbrothers

Georgetown

Enquanto os museus e os monumentos fazem parte da Washington D.C. clássica, a personalidade cool que tomou conta da capital americana nos últimos anos é encontrada especialmente a cerca de meia hora do National Mall, em Georgetown.

Nesse bairro histórico, do século 18, da época em que D.C. era só uma cidade portuária, as construções coloridas de tijolinhos à vista abrigam cafés badalados, lojas de cupcakes, grifes famosas e alguns dos melhores restaurantes da cidade. A rua principal é a M Street, e é no cruzamento dela com a Winscosin que fica todo o burburinho.

Dali é fácil alcançar o Waterfront Park a pé, outro point da vizinhança. O calçadão às margens do Rio Potomac fervilha nos meses mais quentes do ano, com muita gente bonita nas mesinhas externas dos restaurantes curtindo a vista e o vaivém dos praticantes de remo.

Adobe Stock: Georgetown, Washington, D.C. – Walt

Adobe Stock: M Street Northwest, Georgetown – Valeriyap

Adobe Stock: M Street, Georgetown – Jonbilous

Publicado em: 02/06/2023
Atualizada em: 02/06/2023
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