Pop e descontraída, Seattle é uma das cidades mais divertidas dos EUA – Voupranos

Pop e descontraída, Seattle é uma das cidades mais divertidas dos EUA

Adobe Stock: Seattle – Chris Fabregas

Seattle é uma das cidades mais inspiradoras dos Estados Unidos. É o berço das bandas Nirvana, Pearl Jam e Foo Fighters. É também a casa da Boeing, da Amazon e da Starbucks. Com tantos expoentes nascidos por lá, não faltam atrações para celebrar a inovação pelo pedaço. Tem o museu da cultura pop, o museu da aviação, lojas moderníssimas e muita arte.

Se você nunca pensou em incluir Seattle nos seus planos de viagem, repense. Essa fértil cidade costeira está a só três horas de carro de Vancouver. Visitá-la, acredite, é um show.

Como toda cidade grande americana, Seattle tem um símbolo: Trata-se do Space Needle, torre que está para a região como a Estátua da Liberdade para Nova York e a CN Tower para Toronto. Foi construída para a Expo 62, a feira futurista sediada na cidade, e se transformou em um baita vestígio daqueles tempos.

Cartão-postal local, a Space Needle é recheada de grandes números. Tem 184 metros de altura, um elevador que chega a 16 km/h e um restaurante giratório no topo que completa uma volta a cada uma hora. O visual é sensacional.

De lá, é possível ver uma imensidão de edifícios, as águas da Baía de Elliott, cercada pelo waterfront (bulevar onde é uma delícia caminhar), e o Monte Rainier brotando nevado lá onde a vista quase não alcança.

Adobe Stock: Ferry, Seattle – Felix Mizioznikov

Chihuly Garden

Camélias, tulipas, arbustos… poderia ser um jardim normal, mas o Chihuly Garden, outro ponto turístico de Seattle, soma às plantas e flores belas e coloridas esculturas em vidro feitas pelo artista Dale Chihuly. Algumas obras do americano correm o mundo, mas, por sorte, as que ficam nesse espaço aos pés da torre Space Needle são permanentes.

Um sol de vidro brilha em amarelo e vermelho no centro do jardim, mas o caleidoscópio de formas e cores continua em oito galerias do complexo e na Glasshouse, edifício com teto transparente de onde pende um dos maiores trabalhos de Chichuly: uma criação vermelha, laranja, amarela e âmbar com cerca de 30 metros de comprimento.

Programe-se para ver a apresentação que acontece de meia em meia hora, mostrando como é feito um vaso em vidro, e vá até o café, decorado com trabalhos coloridíssimos, que fazem parte da coleção pessoal de Chihuly e inspiraram o artista.

Adobe Stock: Chihuly Garden, Seattle – Checubus

Adobe Stock: Chihuly Garden, Seattle – Refrina

Seattle Waterfront

Barracas de comidas, restaurantes de frutos do mar, uma roda-gigante e um aquário misturam-se harmonicamente no Seattle Waterfront, outra região turística da cidade. Motivos para ir até esse bulevar não faltam, já que ele é alucinante, efêmero, ousado e tradicional, tudo ao mesmo tempo.

Um símbolo disso é a loja Ye Olde Curiosity Shop, na ativa desde 1899. A butique vende desde suvenires clássicos até bizarrices, como cestos feitos de pele de tatu e esqueletos de animais dispostos entre crânios e até entre uma múmia.

A cinco minutos dali está mais uma atração esquisita de Seattle, a Gum Wall ou, em tradução livre, parede de chicletes. Antes uma venerada fachada de tijolos vermelhos, agora o muro está completamente coberto de pedaços de chiclete mastigados.

A mania começou nos anos 1990, lançada pelos frequentadores entediados que aguardavam na fila para entrar em um teatro próximo. Apesar de o governo ter tentado higienizar o lugar, ele acabou virando uma obra colaborativa e até declarada atração turística. Bora então fazer fotos.

Ainda no waterfront, vale a pena observar de vários ângulos a baía que o envolve. Entre eles, do alto da roda-gigante, em um filme em 5K transmitido no cinema Wings Over Washington (que mostra as várias atrações do estado) ou ainda em um passeio de barco que sai do píer.

Adobe Stock: Seattle Waterfront – Crin

Adobe Stock: Pier, Seattle – SeanPavonePhoto

Pike Place Market

Seattle também é boa de boca. E se você não abre mão de ter uma boa experiência gastronômica ao viajar, não deixe de conhecer o Pike Place Market, que é uma festa de aromas e sabores. O mercado de comidas com vista para o mar está em operação desde 1907 e, até hoje, serve para o que veio ao mundo: conectar cidadãos e produtores locais.

Dá para encontrar um pouco de tudo por lá: desde uvas e maçãs frescas vendidas por agricultores de Washington até donuts e pratos gregos, tailandeses, japoneses e franceses. Mercearias vendem chás em prateleiras que vão do chão ao teto, bem como vinagres com ervas, queijos e produtos da África, Índia, Itália… Orégano grego, canelas da Indonésia e folhas de louro turcas estão entre os temperos exóticos que você pode comprar e incrementar o paladar.

O Pike Place Market conta com 200 estandes e não tem apenas comida, não. Flores e artesanato local também estão à venda por lá. Cintos de couro, casacos, esculturas de vidro e de metal, objetos para a casa feitos de cerâmica e belos quadros chamam a atenção até de olhos menos atentos.

Adobe Stock: Pike Place Market, Seattle – Scottiebumich

Adobe Stock: Pike Place Market, Seattle – Jeremymoore123

Starbucks

Não deixe também de visitar o Starbucks do Pike Place Market, o mais simples do mundo. Lá você não vai encontrar sofás para passar horas papeando nem invenções como Pumpkin Latte ou Java Chip Frapuccino. No menu, há apenas cafés e espressos.

Apesar disso, o lugar vive lotado. É que todo mundo quer pisar no primeiro Starbucks do mundo, aberto em 1971. Vença a multidão que olha a loja feito templo e repare na placa original, com o primeiro logotipo de medusa.

Apesar da aura que paira sobre o endereço pioneiro, o lugar ideal para provar cafés na cidade está nove quadras adiante, direto da fonte. No caso, a fábrica onde os cafés Starbucks Reserve são torrados e embalados antes de serem enviados para todo o mundo. Fale com um mestre de torrefação da empresa, veja os cafés sendo assados e aprecie uma xícara com uns petiscos na única sala de degustação da marca no mundo.

Adobe Stock: Starbucks, Seattle – Dbvirago

Adobe Stock: Primeira Starbucks, Seattle – Happycreator

Museum of Pop Culture

Seattle é boa de ser degustada, mas melhor ainda de ser ouvida. Afinal, Pearl Jam, Foo Fighters, Jimi Hendrix, Kurt Cobain e Alice in Chains têm mais que a música em comum: são bandas e artistas nascidos por lá. Então, é inevitável que a região exportadora do rock e do grunge ganhasse uma casa para contar essa história.

No Museum of Pop Culture, uma estrutura espelhada maluca criada pelo arquiteto Frank Gehry, todo mundo pode ver itens valiosos dos músicos e se divertir com as exposições interativas.

Roupas, esboços de canções, discos autografados, fotos e vídeos, especialmente dos integrantes do Nirvana e de Jimi Hendrix, ocupam uma boa parte do museu. Entre um objeto e outro, fones para ouvir as canções ganham espaço no templo da música.

Uma das áreas mais bacanas é o Sound Lab, com estúdios profissionais. Tem guitarra elétrica, bateria, órgão, baixo e até mesa de DJ. É só chegar e tocar. O salão conta até com espaços  com vedação de som e um ambiente para quem deseja gravar suas músicas em um CD.

E como o nome é Museu da Cultura Pop, e não da música, o lugar também é repleto de artigos de filmes de ficção científica e de quadrinhos. O urso do filme Inteligência Artificial, os figurinos de O Mágico de Oz e até do Homem-Aranha podem ser vistos ao vivo por lá.

Adobe Stock: Museum of Pop Culture, Seattle – Sergii Figurnyi

Adobe Stock: Museum of Pop Culture, Seattle – Jose Luis Stephens

Aviação

Ainda no campo dos museus, seria uma decepção se a cidade onde nasceu a Boeing não tivesse um ilustre recinto dedicado à aviação. Seattle fez por merecer e é dona do melhor espaço do gênero nos Estados Unidos, o The Museum of Flight.

É fácil passar o dia inteiro por lá. Há centenas de aviões expostos em hangares e pátios, como as aeronaves civis da Boeing (um dos primeiros 747 é destaque), aviões militares da Segunda Guerra e o Concorde. O barato é que dá para entrar em várias aeronaves. Quando você teria a chance de conhecer o Air Force One e ver as poltronas onde sentaram Eisenhower, Kennedy e Nixon?

Além de aviões, estão expostos diversos veículos espaciais. Dá para ver reproduções de cápsulas que levaram os americanos ao espaço e satélites como o russo Sputnik-1, de 1957. Se você quiser ir além, pode comprar tours à parte para entrar em um simulador de voo, participar de uma aula de uma hora em uma cabine profissional ou visitar a fábrica da Boeing, vizinha do museu.

Adobe Stock: Museu da Aviação, Seattle – Dzmitry

Adobe Stock: Museu da Aviação, Seattle – Dzmitry

Amazon

Se o grunge e a Boeing colocaram Seattle no mapa do mundo, o que dizer então da Amazon, que nasceu por lá. A empresa de Jeff Bezos poderia até ter restringido a modernidade ao meio online, onde atua melhor, mas espalhou inovação na cidade ao abrir, na 7th Avenue, a loja mais tecnológica do mundo: a Amazon Go.

Uma vez lá dentro, o cliente simplesmente pega o que quer, coloca em uma sacola e vai embora. Sem passar por caixas, sem fila,  nada disso. Sensores detectam quando um produto é retirado da prateleira e, a partir daí, o item vai para um carrinho virtual. Basta então o consumidor sair da loja para que o valor seja debitado em sua conta da Amazon.

A inovação proposta pela empresa em Seattle não termina por aí. Na mesma quadra, esferas transparentes repletas de árvores dão o ar da graça diante da sede da Amazon. São espaços de coworking e estufas ao mesmo tempo, que abrigam 40 mil plantas apenas para que a natureza inspire os empregados.

Adobe Stock: Amazon Go, Seattle – Alexander

Adobe Stock: Amazon, Seattle – Mat Hayward

Publicado em: 16/06/2023
Atualizada em: 16/06/2023
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