Diversão na neve dá o tom de viagem a Park City, no Utah – Voupranos

Diversão na neve dá o tom de viagem a Park City, no Utah

Adobe Stock: Park City , Utah – John

O ruído dos marshmallows estalando na fogueira passa despercebido em meio ao bate-papo. O foco em meio ao ambiente, talvez, esteja na paisagem, marcada por uma cadeia de montanhas rochosas salpicadas de neve que parece abraçar as confortáveis estruturas, tipicamente alpinas, dos hotéis de Park City, em Utah, onde há muito o que fazer.

Munidos de canecas de chocolate quente, viajantes do mundo inteiro se reúnem ali, sobretudo entre dezembro e abril, auge da temporada de inverno, para jogar conversa fora. Os brasileiros estão entre eles, já que apenas alemães, australianos e ingleses (além dos “domésticos” americanos e canadenses) chegam lá em maior número.

Para surpresa de muitos, engana-se quem imagina que somente o après-ski (atividades após o esqui, que vão desde reuniões em volta de fogueiras até compras, visitas a restaurantes e baladas noite adentro) atrai quem voa desde o Brasil até o meio-oeste dos Estados Unidos.

Adobe Stock: Park City, Utah – Jason

De acordo com dados levantados pela Câmara do Comércio local, a maior parte dos brasileiros chega ali para esquiar e, com a ajuda de instrutores ou não, passa ao menos dois dias deslizando montanha abaixo. Ou melhor, montanhas, já que Park City reúne a maior área esquiável do país, distribuída em três grandes picos:

Deer Valley, Park City e Canyons Village, cujas bases se concentram em uma distância inferior a 10 km. Ao todo, são mais de 300 pistas para todos os níveis de habilidade (ou ausência total dela).

Em meio a tudo isso está o charmoso centro histórico da cidade, com lojinhas, galerias de arte, cinema, restaurantes e bares. Aqui e ali, a arquitetura dos pequenos casarões remete ao Velho Oeste americano (Park City surgiu como uma grande vila mineradora de prata), com fachadas que escondem poucas grifes internacionais e locais. É por essas e outras que vale a pena passar no mínimo três noites por lá. E talvez você ache pouco.

Adobe Stock: Park City, Utah – Thomas

Adobe Stock: Park City, Utah – Ulf

A escolha do hotel

Quase todo mundo chega a Park City vindo de Salt Lake City, a capital do Utah, onde há um aeroporto. O trajeto de carro entre as cidades leva pouco mais de 30 minutos, e muitos hotéis na região montanhosa oferecem transporte para quem não está interessado em dirigir por aquelas bandas.

Este, porém, é apenas um dos serviços nos quais se deve ficar de olho na hora de reservar a hospedagem por lá. Afinal, a escolha do lugar certo é determinante para que você aproveite o passeio de acordo com as suas motivações.

Quem gosta de esquiar (ou ao menos quer se arriscar na brincadeira), por exemplo, se dá melhor ficando próximo aos lifts (teleféricos ou gôndolas) que levam montanha acima. Em Deer Valley estão os mais luxuosos, dos quais você pode sair com os esquis nos pés pela manhã e voltar no meio ou no fim do dia para aproveitar uma série de mordomias, como hot tubs e piscinas de águas quentes.

Para quem busca algo menos badalado, mas igualmente divertido, Canyons Village desponta como uma boa opção para permanecer na montanha, porém longe de grandes movimentações. Isso porque o monte fica mais afastado do centro da cidade e, dessa forma, atrai menos gente. Ali também há bons hotéis.

Agora, se a ideia é esquiar menos e curtir mais o comércio da cidade, o centro histórico de Park City pode atender melhor os seus anseios. Grudado na montanha que empresta o nome à cidade, o local concentra desde hotéis até apartamentos confortáveis e casas enormes de condomínios, propícias para quem viaja em turma ou família.

Adobe Stock: Deer Valley, Park City, Utah – Ryan Tishken

Adobe Stock: Deer Valley, Park City, Utah – Salil

A hora do esqui

Devidamente instalado, enfim chega a hora de se divertir em Park City. Durante o dia, o movimento rola mesmo nas estruturas montadas nas montanhas, que são administradas por companhias diferentes. O Deer Valley Resort, mais exclusivo, está aberto apenas para esqui. Já o Park City Mountain Resort, que abrange as montanhas de Park City e Canyons Village, recebe também snowboarders.

Quem quiser pode fazer aulas, que começam tranquilas, na base da montanha, com esteiras que levam a turma para baixo e movimentos simples para deslizar em pequenas inclinações. Ali, se dá início aos primeiros tombos, mas não é preciso ter medo: não machuca e a risada é garantida.

Com algumas horas de prática em relação às técnicas de curvas e freadas já é possível subir nos teleféricos ou gôndolas e seguir para as pistas verdes, as mais tranquilas. Os mais experientes podem ir direto para as azuis, vermelhas ou pretas – embora essas últimas sejam mais frequentadas por atletas, inclusive olímpicos, que costumam usar as montanhas de Park City para treinar por conta da qualidade da neve encontrada ali. É bonito ver – e mais ainda, praticar.

Adobe Stock: Park City, Utah – Jason

Adobe Stock: Park City, Utah – FashionStock

Atividades olímpicas

Uma vez em Park City, esquiar, de fato, vale a pena. Agora, se a sua praia (ou montanha) for realmente outra, a boa notícia é que dá para praticar uma série de outras atividades na neve sem que, para isso, seja preciso colocar pranchas nos pés.

A lista de experiências nas montanhas inclui passeios em trenós puxados por cães, tours de snowmobile (aquelas motos enormes de neve), voos de balão e até uma montanha-russa alpina, que consiste em um carrinho que desce a ladeira em cima de trilhos. Dá para controlar a velocidade, indo bem devagar, ou deixar que a adrenalina corra solta.

Nessa toada, vale a pena também visitar o Utah Olympic Park. Ali está o complexo que, em 2002, serviu de palco para as Olimpíadas de Inverno e colocou, definitivamente, Park City na rota dos destinos nevados mais desejados do mundo. A área é tão especial que foi alçada como candidata para os jogos de 2030.

Para quem a visita, a principal atração é uma pista de bobsled, trenós que deslizam em alta velocidade montanha abaixo. O Utah Olympic Park ainda conta com tirolesa e uma fotogênica rampa de saltos, voltada apenas para profissionais.

Vale a pena ir até lá, porém, para observar uma estonteante vista panorâmica da região. Outro destaque do complexo é o simpático museu Alf Engen Ski, que conta com uma série de artefatos olímpicos, como medalhas, tochas e pedras de curling, bem como atrações interativas. Há até simuladores de bobsled e de salto por lá, bem mais tranquilos que os do mundo real.

Adobe Stock: Parque Olímpico, Utah – RedBridge

Adobe Stock: Park City, Utah – Danita Delimont

Passeio pelo centro

Próximo ao Utah Olympic Park há um bom espaço comercial, onde fica um supermercado Walmart e o Tanger Outlets, que reúne diversas grifes internacionais, como Gap, Adidas, Calvin Klein, Guess,Vans, Nike e Michael Kors. Dá para passar ao menos meio dia por lá ou, então, seguir para o charmoso centro histórico de Park City.

Ali, quase todas as atrações se concentram na Main Street. Em pouco mais de 10 minutos de caminhada, muitas vezes debaixo de neve intensa entre dezembro e abril, dá para percorrê-la inteira. No caminho há muitas lojas, galerias de arte, um museu histórico e uma série de cafés e restaurantes.

Adobe Stock: Main Street, Park City, Utah – SeanPavonePhoto

Adobe Stock: Park City, Utah – Kevin Ruck

Publicado em: 09/06/2023
Atualizada em: 09/06/2023
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